Aumento da população e do nível de riqueza dos indivíduos com alto patrimônio bate o recorde nos Estados Unidos

| Press release
Novo Relatório da Capgemini sobre a Riqueza revela elevação do patrimônio em cidades americanas com destaque em polos de tecnologia e energia, como Dallas, Houston e San José
A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, aponta que a recuperação econômica contínua, o sólido desempenho do mercado, o aumento do valor dos imóveis e o renascimento do setor de energia (impulsionado pela produção de petróleo nos últimos 20 anos), contribuíram para o aumento da população e de bens dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado[1] dos Estados Unidos para níveis recordes em 2013. O diagnóstico está no Relatório Mundial sobre Riqueza 2014, realizado em conjunto com o RBC Wealth Management.
 
O número de indivíduos americanos com patrimônio pessoal elevado aumentou 17%, somando 4 milhões de pessoas, e a renda disponível para investimento subiu 18%, alcançando US$ 13,9 trilhões. O crescimento da população e dos bens dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado nos Estados Unidos excedeu a média global de 15% e 14%, respectivamente.
 
"O aumento constante do PIB, a diminuição do índice de desemprego e do déficit, assim como o renascimento do setor de energia, estimularam o apetite por riscos em 2013", afirma o CEO do RBC Wealth Management Estados Unidos, John Taft. "Esses fatores contribuíram para o recorde dos índices americanos de riqueza. Nos últimos cinco anos, os maiores índices de crescimento do patrimônio ocorreram em cidades voltadas para os setores de tecnologia e energia, como Dallas, Houston e San José, indicando mais regiões e indústrias que estão impulsionando a geração de patrimônio nos Estados Unidos", explica o executivo.

A maioria dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado está concentrada em 12 cidades dos Estados Unidos
O crescimento dos bens dos indivíduos com alto patrimônio nos Estados Unidos se mostra concentrado em 12 cidades[2] – Boston, Chicago, Dallas, Detroit, Filadélfia, Houston, Los Angeles, Nova Iorque, San José, São Francisco, , Seattle e Washington D.C., – que abrigam mais de dois terços (69%) dos indivíduos super-ricos e três quartos da sua renda.
A cidade de Nova Iorque continua liderando, detendo quase três vezes mais pessoas com patrimônio elevado (894 mil) e bens (US$3,2 trilhões) do que a segunda colocada, Los Angeles (com 330 mil indivíduos e US$ 1,2 trilhões), que registrou o segundo maior índice (12%) na população de indivíduos com patrimônio pessoal elevado entre as doze principais cidades da área metropolitana, com crescimento levemente maior do que Detroit (11%).
 
Cidades voltadas para os setores de tecnologia e energia lideram, em termos de crescimento da população e de bens dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado
Dallas e Houston, no Texas, apresentaram a maior elevação no número de super-ricos – 20% e 18%, respectivamente - e do patrimônio – 24% e 22% respectivamente. É a primeira vez que Dallas entra na lista dos principais centros de indivíduos com patrimônio pessoal elevado, passando Detroit.
 
Enquanto a maior parte dos bens dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado está concentrada nas costas Leste e Oeste, o relatório aponta que, de 2008 a 2013, as três cidades que cresceram mais rapidamente (em termos de população e patrimônio), foram aquelas ligadas aos setores de energia (Dallas e Houston) e de tecnologia (San José), indicando um novo padrão americano de geração de riqueza. 
 
 
Maior exposição ao risco devido à confiança no setor de gestão de patrimônio
 
De acordo com a pesquisa Global HNW Insights[3], que integra o relatório, a confiança dos super-ricos em todos os aspectos do setor de gestão de bens cresceu dois dígitos entre o início de 2013 e o de 2014. A confiança nos gestores de patrimônio subiu 12 pontos percentuais em cada ano - 84% e 87%, respectivamente -, colocando os indivíduos dos Estados Unidos muito à frente de seus colegas de outros países do mundo[4]. A média de crescimento nos anos em questão foi de 71% e 72%, respectivamente, nos outros países.
 
O aumento da confiança deu suporte para um apetite maior por riscos e fez com que a alocação do patrimônio em investimentos alternativos subisse quatro pontos percentuais, para 13% do portfólio, enquanto a aplicação em ações permaneceu em primeiro lugar, com três terços do portfólio (41% em Washington, o maior índice dos Estados Unidos).  Indivíduos com patrimônio pessoal elevado dos EUA também investiram mais no exterior, com 33% de alocação internacional no início de 2014, contra apenas 20% do portfólio no ano anterior. Essa tendência foi desencadeada, principalmente, por pessoas com menos de 40 anos, que investiram 53% de seu patrimônio em mercados estrangeiros.
 
Apesar da elevação da confiança nos gestores de patrimônio, a avalição do seu desempenho caiu seis pontos percentuais, para 73%. No entanto, o índice permanece muito acima da média mundial, de 59%. A queda da pontuação sinaliza oportunidades para que as empresas reposicionem seus produtos para atender às preferências específicas dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado com menos de 40 anos, principalmente, e das pessoas com mais de 60 anos.  
 
Os mais novos tendem a classificar suas necessidades como complexas (38% contra 9%, buscam orientação sobre o patrimônio familiar (35% contra 13%) e preferem o contato digital (via internet, móvel, e-mail) em detrimento ao pessoal (39% contra 15%).
 
Considerando a grande preferência por interações digitais, as empresas de gestão de patrimônio precisarão tomar medidas proativas para atender às crescentes demandas nessa área. 
 
"Há uma grande oportunidade para que as empresas de gestão de patrimônio reposicionem e fortaleçam suas ofertas, em resposta à queda na avaliação do desempenho. Uma forma de satisfazer as necessidades do cliente é desenvolver uma experiência integrada em todos os canais, que administre a relação com seu gestor de patrimônio e a aprimore por meio de tecnologias digitais", pontua o diretor de Vendas e Marketing da Capgemini Financial Services, Jean Lassignardie.
 
Como a maior parte dos indivíduos com patrimônio pessoal elevado prefere trabalhar com uma única empresa de gestão de bens (54% contra 11%, que prefere utilizar várias empresas), as companhias de gerenciamento de bens deverão lidar e atender as necessidades específicas de seus clientes para alcançar um alto nível de satisfação.
 
Mulheres mais jovens, com alto patrimônio, podem mudar as causas apoiadas pelos super-ricos
 
Impactar a sociedade de forma positiva por meio do investimento de tempo, dinheiro ou conhecimento é importante para a grande maioria dos americanos super-ricos e extremamente ou muito importante para 56% deles. Pessoas com menos de 40 anos estão preocupadas com a geração de impacto social, sendo que 81% considera esse fator extremamente ou muito importante.
 
Indivíduos mais novos defendem causas diferentes dos mais velhos (acima de 60 anos), citando programas sociais, relações raciais, igualdade entre os sexos, segurança energética e desemprego como suas cinco principais preocupações. Já os mais velhos favorecem o bem estar infantil, educação e saúde. Considerando a elevação de bens entre os indivíduos mais novos com patrimônio pessoal elevado, é possível que os temas sociais de maior destaque nos Estados Unidos sejam outros no futuro.
 
Mulheres com patrimônio pessoal elevado provavelmente terão mais influência na geração de impacto social. Assim como indivíduos com patrimônio pessoal elevado mais jovens, as mulheres super-ricas dão grande valor à geração de impacto social, sendo que 62% a considera extremamente ou muito importante, contra 50% dos homens da mesma categoria.
 
Acesse o relatório completo em www.us-wealthreport.com.


[1] Indivíduos com alto patrimônio são aqueles que possuem ativos disponíveis para investimento no valor de US$ 1 milhão ou mais, excluindo residência principal, títulos de dívida, bens de consumo e bens duráveis.
[2] "Cidades" se referem às Áreas Metropolitanas Estatísticas (MSAs), que são entidades geográficas definidas pelo Departamento de Gestão de Orçamento dos Estados Unidos, que incluem a cidade citada e cidades vizinhas importantes.
 
[3] A pesquisa Global HNW Insights Survey  2014 da Capgemini, RBC Wealth Management e Scorpio Partnership Global HNW Insights incluiu mais de 4.500 indivíduos com alto patrimônio de 23 mercados importantes na América do Norte, América Latina, Europa, Ásia- Pacífico, Oriente Médio e África. Foi pesquisado um total de 1.080 indivíduos  de 19 MSAs: Atlanta, Baltimore, Boston, Chicago, Dallas, Denver, Detroit, Houston, Los Angeles, Minneapolis, Nova Iorque, Filadélfia, Pittsburgh, Portland, San Diego, São Francisco, San José, Seattle, Washington D.C.
[4] Demais países do mundo, exceto dados dos Estados Unidos, incluindo dados de outros 22 países cobertos pelo relatório: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Itália, Japão, Holanda, Cingapura, Espanha, Suíça, Reino Unido, Brasil, China, Índia, Indonésia, Malásia, México, Rússia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.