Capgemini: Evolução robusta dos resultados anuais de 2014

| Press release
Forte desempenho no 4º trimestre
Receita de €10.573 milhões, crescimento de 3.4%, considerando a mesma base do ano passado, e de 5.5% no 4º trimestre
Vendas acima de 13% ano a ano e de 14%
Margem operacional de 9.2%, aumento de 70 pontos base com relação a 2013
Lucro do ano atribuído aos acionistas de €580 milhões, aumento de 31%
Fluxo orgânico de caixa livre de €668 milhões
 
O Conselho de Administração da Cap Gemini SA, presidido por Paul Hermelin, reuniu-se em Paris no dia 18 de fevereiro de 2015, para analisar e autorizar a emissão das contas do Grupo Capgemini para o exercício finalizado em 31 de dezembro de 2014. “Nossa performance em 2014 ultrapassou os objetivos estabelecidos no início do ano, graças ao impacto de dois pilares: inovação e industrialização”, explica o Presidente e CEO do Grupo Capgemini, Paul Hermelin.
“Observamos em 2014 uma sólida retomada do crescimento orgânico (+3.4%), que acelerou no final do ano; um aumento significativo da margem operacional e uma forte geração de fluxo de caixa livre. Isso foi conquistado, apesar do difícil cenário econômico na Europa Continental. Em particular, beneficiamo-nos do excelente desempenho na América do Norte, onde registramos um crescimento de 8.5%, usando a mesma base de comparação, e registramos os maiores lucros dentro do Grupo (12.6%).
Além disso, a receita gerada pelas ofertas mais inovadoras aumentou 25% em 2014. Para melhor atender às expectativas de nossos clientes, oferecemos serviços não apenas em cloud computing, big data e digital, mas também em cybersecurity, com o recente lançamento dessa linha de serviços globais.
As vendas cresceram 13% em relação a 2013, devido ao grande número de contratos (acima de € 50 milhões) com importantes empresas globais.
O número de funcionários offshore continuou crescendo, com aumento de cerca de 20% na Índia, representando 47% do número de funcionários do Grupo no final de dezembro.  
Em 2015, colocaremos a inovação no centro das prioridades do Grupo, aprimorando nossas ofertas e talentos, além de conquistar mais clientes referência”, finaliza Paul Hermelin.
 
PRINCIPAIS NÚMEROS DE 2014
 
Em milhões de euros 2013 2014 % de crescimento
Receita 10.092 10.573 +4,8%
Margem operacional[1] 857 970 +13,2%
em porcentagem da receita 8,5% 9,2% +70bp
Lucro operacional 720 853 +18,5%
em porcentagem da receita 7,1% 8,5% +100bp
Lucro líquido (participação do Grupo) 442 580 +31%
em porcentagem da receita 4,4% 5,5% +110bp
Caixa e equivalentes de caixa líquidos 678 1.218  
Fluxo de caixa livre² 455 668  
 
 
 
O Grupo gerou receita de € 10.573 milhões em 2014, com aumento de 3,4% em relação a 2013, usando a mesma base de comparação (ou seja, com estrutura do Grupo e taxa de câmbio constantes). Após ajuste considerando a variação cambial e a aquisição da empresa francesa Euriware, a receita cresceu 4.8% em relação aos números publicados em 2013. O crescimento orgânico foi de 5.5% no 4º trimestre.
Os novos pedidos registrados durante o ano totalizaram € 10.978 milhões, crescimento de 13% em relação a 2013, usando a mesma base de comparação.
A margem operacional em 2014 foi de 9.2%, 7 pontos maior que em 2013, ficando acima da meta de 0.3 a 0.5 pontos anunciada no início de 2014. A margem chegou a 10.4% no segundo semestre de 2014. Com custos de reestruturação estáveis (€ 68 milhões), o Grupo conseguiu registrar um lucro operacional de € 853 milhões, elevando a taxa para 8.1%, contra 7.1% em 2013.
As despesas financeiras líquidas foram de € 70 milhões (€ 102 milhões em 2013). As despesas com imposto de renda foram de € 210 milhões, contra € 182 milhões em 2013.
Com base nisso, o lucro líquido (participação do Grupo) da empresa foi de € 580 milhões em 2014, 31% maior em relação ao ano anterior.
O Grupo gerou um fluxo de caixa livre de € 668 milhões, tendo sido € 455 milhões em 2013 (antes da contribuição extraordinária para um fundo de aposentadoria do Reino Unido).
O Conselho Administrativo decidiu recomendar o pagamento de dividendos de €1.20 por ação em 2015 na próxima Assembleia Geral de Acionistas. Em 2014, foram pagos €1.10 por ação. Além disso, o conselho autorizou o lançamento de uma primeira parcela de recompra de ações de até 100 milhões de euros.
 
PERSPECTIVA 2015
Em termos de aumento da demanda, o Grupo prevê um crescimento da receita na ordem de 3% a 5% em 2015, usando as mesmas bases de comparação, e margem operacional entre 9.5% e 9.8%. O fluxo de caixa livre deverá ficar acima de € 600 milhões.
 
OPERAÇÕES POR NEGÓCIO
A divisão de Serviços de Consultoria (4.2% da receita do Grupo) sofreu retração de 3.4%, considerando a mesma base de comparação, com pequena queda no quarto trimestre. Isso aconteceu, principalmente, devido à desaceleração das atividades na América do Norte, Reino Unido e Benelux (Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo), enquanto a França, Alemanha e demais países da Europa registraram crescimento. A margem operacional ficou em 8.2%, comparado aos 7.8% em 2013.
A divisão de Serviços Profissionais Locais (Sogeti) (14.9% da receita do Grupo) registrou crescimento de 1.1% da receita em 2014, com a mesma base de comparação. Apesar da leve retração na França, o crescimento prevaleceu em todas as outras regiões, principalmente na América do Norte. A margem operacional foi de 9.9%, contra 10.6% em 2013. Essa leve queda decorreu da integração de parte das atividades da Euriware e da fraca demanda do setor aeroespacial.
A divisão de Serviços de Aplicações (55.4% da receita do Grupo) registrou crescimento de 3.8% na receita em 2014, considerando a mesma base de comparação. O crescimento foi parcialmente impulsionado por ofertas inovadoras, principalmente em SMAC (social, mobile, analytics e cloud computing), e também em manutenção de aplicações. América do Norte, Reino Unido, Ásia-Pacífico e América Latina contribuíram substancialmente para esse crescimento. A taxa de margem operacional foi de 10.6%, 0.9% maior do que em 2013.
Outros serviços gerenciados (25.5% da receita do Grupo) registraram crescimento de 5.3% em 2014, graças ao crescimento da divisão de BPO (Business Process Outsourcing) e serviços de infraestrutura. América do Norte e Benelux registraram taxas de crescimento de dois dígitos. A margem operacional foi de 8.8%, representando um aumento 1.7 ponto percentual em relação ao ano anterior, em parte devido à melhoria da rentabilidade em Serviços de Infraestrutura.
 
OPERAÇÕES POR PRINCIPAIS REGIÕES
A América do Norte registrou crescimento de 8.5% na receita, com a mesma base de comparação (7.5% considerando estrutura do Grupo e taxa de câmbio atuais). Essa região reportou um fortíssimo crescimento na divisão de serviços de aplicações (+9,3% com a mesma base de comparação) e outros serviços gerenciados (+11,4%), principalmente em serviços financeiros, energia e utilities, assim como no setor de varejo e bens de consumo. A margem operacional foi de 12.6%, ou seja, 0.3% maior do que em 2013.
A região do Reino Unido e Irlanda registrou crescimento de 4.1% (9.7% considerando flutuações cambiais). O crescimento foi impulsionado, primeiramente, pela divisão de serviços de aplicações, notavelmente no setor privado, e por outros serviços gerenciados, que se beneficiaram do atraso na redução programada da receita obtida com um contrato importante. A margem operacional foi de 11.3% – 2.6 pontos maior do que em 2013.
A França registrou aumento 0.5% durante o ano (e 6.9% com a consolidação da Euriware), demonstrando um leve crescimento, apesar do ambiente econômico difícil. A sutil retração nas divisões Sogeti e serviços de aplicações foi compensada pela retomada do crescimento da divisão de consultoria e pela boa performance de outros serviços gerenciados. A margem operacional em 2014 foi de 8.4% da receita (9.3% maior do que em 2013).
A região Benelux está perto de alcançar a estabilidade, com leve queda de 0.6% da receita no ano inteiro.  A receita gerada por outros serviços gerenciados aumentou significativamente (16.6%), enquanto a divisão Sogeti permaneceu estável. Outras áreas também registraram aumentos significativos durante o período. A margem operacional foi de 10.5% – 0.7 ponto percentual a mais do que em 2013.
O “Resto da Europa” cresceu 2.3%, com a mesma base de comparação (0.5% em relação aos números publicados). As atividades foram intensas nos países nórdicos, na Itália e em Portugal. Também permaneceram estáveis na Europa Central e se retraíram na Espanha, apesar da recuperação registrada no segundo semestre do ano. A margem operacional foi de 8.6%, 0.9 ponto maior do que em 2013.
Finalmente, Ásia-Pacífico e América Latina registraram crescimento de 5.0%, com a mesma base de comparação (e retração de 2.5%, com base nos números publicados, devido às flutuações cambiais). Na região Ásia-Pacífico, o crescimento foi de quase 11% (com a mesma base de comparação) e continua sendo impulsionado pelo desenvolvimento da divisão de serviços financeiros e do mercado indiano. Na América Latina, os negócios ficaram estáveis, com a mesma base de comparação, com retorno às taxas de crescimento de dois dígitos no quarto trimestre, conforme planejado. A margem operacional ficou em 6.1% da receita – 1.2 pontos percentuais acima da registrada em 2013.
 
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS
Em 31 de dezembro de 2014, o número total de funcionários do Grupo era 143.643, contra
131.430 funcionários no final do ano anterior. O número de funcionários offshore totalizou 67.404 (inclusive 56.006 na Índia), representando 47% do número de funcionários total do Grupo, comparado aos 44% no ano anterior. O Grupo contratou cerca de 40.000 novos funcionários em 2014, sendo mais de 40% de jovens recém-formados.
 
[1] A margem operacional é um dos principais indicadores de desempenho do Grupo. Ela é definida como a diferença entre a receita e os custos operacionais. É calculada antes da amortização de ativos intangíveis reconhecidos em combinações de empresas, das despesas relacionadas a ações alocadas a funcionários e a receitas e despesas não recorrentes como impairment de fundo de comércio, ganhos ou perdas de capital com alienações, custos de restruturação, custos de aquisição e integração de empresas adquiridas e o impacto da redução e/ou estabelecimento de planos de previdência.
² O fluxo de caixa livre é igual ao fluxo de caixa das operações menos aquisições de imóveis, instalações, equipamentos e ativos intangíveis (líquidas de alienações) e ajustado para os fluxos relacionados com o custo de juros líquido.


[1] A margem operacional é um dos principais indicadores de desempenho do Grupo. Ela é definida como a diferença entre a receita e os custos operacionais. É calculada antes da amortização de ativos intangíveis reconhecidos em combinações de empresas, das despesas relacionadas a ações alocadas a funcionários e a receitas e despesas não recorrentes como impairment de fundo de comércio, ganhos ou perdas de capital com alienações, custos de restruturação, custos de aquisição e integração de empresas adquiridas e o impacto da redução e/ou estabelecimento de planos de previdência.
² O fluxo de caixa livre é igual ao fluxo de caixa das operações menos aquisições de imóveis, instalações, equipamentos e ativos intangíveis (líquidas de alienações) e ajustado para os fluxos relacionados com o custo de juros líquido.