Capgemini registra resultados muito bons no primeiro semestre de 2016 e aumenta a meta de margem para o ano

| Press release
  • Faturamento de € 6.257 bilhões, aumento de 14,4% com taxas de câmbio constantes
  • Aumento de 32% na receita de Digital & Cloud
  • Crescimento de 1,5 ponto percentual da taxa de margem operacional, para 10,2%
  • Aumento de 31% no lucro normalizado por ação, para € 2,52
  • Aumento da meta de margem operacional para 2016

 

O Conselho de Administração da Cap Gemini S.A., presidido por Paul Hermelin, reuniu-se em Paris no dia 26 de julho de 2016 para revisar e autorizar a publicação das contas[1] do Grupo Capgemini para o primeiro semestre de 2016.

Para Paul Hermelin, presidente e chairman do Grupo Capgemini, "Com um início de ano muito bom, o Grupo obteve um excelente primeiro semestre. Nossa receita cresceu 14,4%, com câmbio constante, e nossa margem operacional aumentou consideravelmente (+1,5 ponto), para 10,2% da receita, com melhoria da margem em cada uma das regiões do Grupo.

Continuamos expandindo em segmentos de mercado impulsionados pela inovação. A demanda por serviços digitais e na nuvem (Digital & Cloud) continua sólida, com uma evolução de 32% da receita. Nossa divisão de consultoria também se beneficiou com o seu posicionamento em transformação digital, registrando crescimento de 8,1%.

Expandimos nosso portfólio de serviços inovadores com uma oferta de manufatura digital (Digital Manufacturing) tendo como alvo a indústria, e lançamos a nova linha de serviços Automation Drive, reunindo a tecnologia e conhecimento especializado do Grupo em automação.

O primeiro semestre também confirmou o sucesso da integração da IGATE, que atua com a marca Capgemini desde janeiro: as sinergias foram obtidas antes do planejado e as vendas têm sido excelentes, conforme comprovado pelo crescimento sustentável nas contas-chave.

Por fim, nossa rede global de centros de entrega conta hoje com mais de 100 mil funcionários e representa 55% do número total de funcionários do Grupo. Isso é fundamental para a nossa competitividade, principalmente com a crescente demanda na Europa.

Com base nos resultados do primeiro semestre, estamos aumentando nossa meta de margem operacional para o ano de 2016 para um valor entre 11,3% e 11,5%”.

 

PRINCIPAIS RESULTADOS DO 1° SEMESTRE DE 2016

 

(em milhões de Euros)

1º sem. 2015

1º sem. 2016

Variação

Receita

5.608

6.257

+11,6%

Margem operacional*

486

638

+31%

como % da receita

8.7%

10.2%

+150bp

Lucro operacional

447

510

+14%

como % da receita

8,0%

8,1%

+10bp

Lucro líquido (parcela do Grupo)

290

366

 

Lucro básico por ação (€)

1,76

2,15

+22%

Lucro normalizado por ação *(€)

1,92

2,52

+31%

Fluxo de caixa orgânico livre *

(86)

31

+117

Caixa líquido e equivalentes de caixa / (dívida líquida)

1,464

(2,278)

 

 

 

O Grupo gerou receita de € 6.257 bilhões no primeiro semestre de 2016, 11,6% maior do que a receita divulgada no primeiro semestre de 2015, e 14,4% com taxas de câmbio constantes. O crescimento orgânico (excluindo o impacto das moedas do Grupo em relação ao Euro e as mudanças no escopo do Grupo) foi de 3,3% para o primeiro semestre e de 3,8% para segundo trimestre. A área de Digital & Cloud cresceu 32%, com taxas de câmbio constantes, e foi responsável por 28% da receita do primeiro semestre.

As vendas registradas nos primeiros seis meses de 2016 totalizaram € 6.341 bilhões, em comparação com os € 5.309 bilhões registrados no primeiro semestre de 2015.

A margem operacional cresceu 31% em relação ao mesmo período do ano anterior, para € 638 milhões, e representa 10,2% da receita, 150 pontos base a mais ano a ano, com aumento em todas as regiões e segmentos em que o Grupo atua. Além do impacto positivo da integração da IGATE e das respectivas sinergias, esse aumento da lucratividade demonstra o valor criado pela industrialização contínua das operações do Grupo e da contribuição crescente das ofertas de alto valor da área de Digital & Cloud.

Outras receitas e despesas operacionais totalizaram € 128 milhões. Esse aumento se deve, principalmente, aos custos de integração da IGATE e à amortização dos ativos intangíveis relacionados à sua aquisição.

A margem operacional do primeiro semestre de 2016 aumentou para 8,1% da receita, ou € 510 milhões, 14% acima do ano anterior.

As despesas financeiras líquidas foram de € 62 milhões, € 21 milhões a mais do que no primeiro semestre de 2015, principalmente devido ao custo do financiamento da compra da IGATE. As despesas de imposto de renda foram de € 87 milhões, € 40 milhões abaixo do ano anterior, devido ao reconhecimento de € 32 milhões em ativos fiscais deferidos.

O lucro líquido (parcela do Grupo) alcançou € 366 milhões no primeiro semestre, 26% acima do ano anterior. Os ganhos básicos por ação (EPS) foram de € 2,15 no primeiro semestre de 2016 e o ganho normalizado por ação aumentou 31% em relação ao ano anterior, para € 2,52.

O Grupo gerou um fluxo de caixa orgânico livre de € 31 milhões no primeiro semestre de 2016, um aumento de € 117 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.  O retorno para os acionistas totalizou € 394 milhões no período, por meio do pagamento de dividendos de € 229 milhões e uma operação de recompra de ações de € 165 milhões.

 

PROJEÇÃO

Para 2016, o Grupo atualizou a previsão da margem operacional para um índice entre 11,3% e 11,5% (contra 11,1% a 11,3% no ano anterior). O Grupo também confirma sua meta de aumento da receita de 7,5% para 9,5%, com taxas de câmbio constantes, em 2016, e um fluxo de caixa orgânico livre de € 850 milhões.

O Grupo prevê um impacto negativo de - 2% decorrente das flutuações cambiais na receita, principalmente devido à valorização do Euro frente à Libra Esterlina e ao Real.

 

TENDÊNCIAS POR NEGÓCIO

A divisão de Serviços de Consultoria (4% da receita do Grupo), colhendo os benefícios de seu reposicionamento em transformação digital, registrou aumento de 8,1% na receita, com câmbio constante, com forte crescimento no Reino Unido. A margem operacional cresceu 230 pontos base em relação ao ano anterior, para 10,4%.

A divisão de Serviços de Tecnologia & Engenharia (15% da receita do Grupo, anteriormente conhecida como Serviços Profissionais Locais) registrou crescimento de 13,1%, com câmbio constante, nos primeiros seis meses. O crescimento foi impulsionado pela América do Norte e Resto da Europa, além da contribuição da IGATE. A margem operacional cresceu 260 pontos base em comparação ao ano anterior, para 11,3%, no primeiro semestre.

A divisão de Serviços de Aplicações (60% da receita do Grupo) registrou aumento da receita na ordem de 17,2%, com câmbio constante, no primeiro semestre. Além da contribuição da IGATE, o crescimento foi gerado, principalmente, por uma aceleração na Europa. A margem operacional cresceu de 10% em 2015 para 11,4%.

A receita da divisão de Outros Serviços Gerenciados (21% da receita do Grupo) registrou crescimento de 9,3%, com câmbio constante, graças ao impacto da aquisição da IGATE e apesar da forte queda das atividades no Reino Unido. A margem operacional foi de 9,2%, 100 pontos base acima da margem registrada no primeiro semestre de 2015.

 

TENDÊNCIAS POR REGIÃO

A América do Norte (30% da receita do Grupo) registrou crescimento de 36,2%, com câmbio constante, já incluindo a integração da IGATE, em relação ao ano anterior, impulsionado pelos setores de serviços financeiros, bens de consumo e varejo e manufatura. Exceto no setor de energia e serviços públicos (Energy & Utilities), no qual a desaceleração se manteve no segundo trimestre, o crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior foi de 5%. A margem operacional cresceu 180 pontos base, para 15,1%.

No Reino Unido e na Irlanda (17% da receita do Grupo), a receita cresceu 8,6% com câmbio constante. O bom desempenho local foi possível devido a vários contratos fechados no setor privado, que hoje representa mais do que a metade da receita e registrou crescimento orgânico de dois dígitos, enquanto o setor público se retraiu, conforme previsto. A margem operacional cresceu 180 pontos base em relação ao mesmo período do ano anterior, para 14,5%.

No primeiro semestre de 2016, a França (20% da receita do Grupo) reportou aumento de 4,8% na receita, graças ao forte desempenho dos serviços de aplicações. Os setores de serviço financeiros e de bens de consumo e varejo foram os mais dinâmicos durante o período. A margem operacional cresceu 40 pontos base em relação ao ano anterior, para 6,6%.

No Resto da Europa (que agora inclui Benelux e representa 26% da receita do Grupo), apresentou aumento de 6,9% na receita, com câmbio constante, sendo que todas as regiões e setores contribuíram para esse resultado. A margem operacional cresceu 110 pontos base no primeiro semestre, para 8,9%.

A receita da região da Ásia Pacífico e América Latina (7% da receita do Grupo) cresceu 10,3% com câmbio constante. O crescimento permaneceu dinâmico na região da Ásia Pacífico, impulsionado pelos setores de serviços financeiros, bens de consumo e varejo. O ambiente econômico no Brasil continua enfraquecido, mas seu impacto negativo sobre o Grupo está diminuindo. A margem operacional, tradicionalmente baixa no primeiro semestre, cresceu 60 pontos base, para 3,8%.

 

NÚMEROS do segundo trimestre

O crescimento da receita no segundo trimestre foi de 15,0%, com câmbio constante. 1,1 ponto maior do que no primeiro trimestre. No segundo trimestre, após ajustes pelo impacto do câmbio e alterações no escopo do Grupo, a região da Europa Continental acelerou, o crescimento na América do Norte alcançou seu ponto mais baixo no ano e o Brasil apresentou sinais de melhora. No nível do Grupo, o crescimento orgânico foi de 3,8% no segundo trimestre, comparado com 2,9% no primeiro trimestre.

 

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS

Em 30 de junho de 2016, o número de funcionários do Grupo era 184.899, se comparado com 180.639 no final de 2015. Nossos centros de entrega global empregam 101.546 pessoas (inclusive 90.539 na Índia), representando 55% do número total de funcionários do Grupo, em comparação com 48% em 30 de junho de 2015. 

 

BALANÇO PATRIMONIAL

Em 30 de junho de 2016, o Grupo registrava € 1.487 bilhão em caixa e equivalentes de caixa (líquido do limite de saques a descoberto). Após computar empréstimos de € 3.867 bilhões, relacionados, principalmente, à aquisição da IGATE em 2015, os ativos utilizados para gestão do caixa e os instrumentos derivativos, a dívida líquida* do Grupo totalizou € 2.278 bilhões no final do primeiro semestre de 2016. O aumento da dívida líquida no primeiro semestre foi principalmente devido ao pagamento dos dividendos e ao programa de recompra de ações.

 

ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:

Este press release pode conter previsões. Essas previsões podem incluir projeções, estimativas, premissas e declarações acerca de planos, objetivos, intenções e/ou expectativas em relação aos resultados financeiros, eventos, operações e serviços e desenvolvimento de produtos no futuro, além de declarações sobre o desempenho ou eventos futuros. As previsões geralmente incluem palavras como “esperamos”, “prevemos”, “acreditamos”, “intencionamos”, “estimamos”, “planejamos”, “projetamos”, “podemos”, “poderíamos”, “deveríamos” ou o oposto desses termos e expressões semelhantes. A diretoria da Cap Gemini acredita que, no momento, essas expectativas expressas nessas previsões sejam razoáveis, mas, mesmo assim, os investidores são alertados de que as previsões estão sujeitas a vários riscos e incertezas (inclusive, sem limitação, os riscos descritos no Documento de Registro da Cap Gemini, disponível no website da empresa), pois estão relacionadas a eventos futuros e dependem de circunstâncias futuras que podem ou não ocorrer e podem diferir do previsto, sendo muitas dessas circunstâncias difíceis de prever  e estando elas além do controle da Cap Gemini. Os resultados e acontecimentos reais podem diferir substancialmente daqueles expressos, implícitos ou projetados nas previsões. Tais previsões não se destinam a oferecer, e de fato não oferecem, nenhuma garantia ou conforto quanto a eventos e resultados futuros. A Cap Gemini não assume nenhuma obrigação quanto à atualização e revisão de nenhuma previsão, além do limite exigido por lei. Este press release não contém nem constitui uma oferta de ações e não configura um convite ou estímulo para que se invista em ações na França, Estados Unidos ou outras regiões.

 

 

 

APÊNDICES

 

Crescimento orgânico ou crescimento da receita com a mesma base de comparação se refere à taxa de crescimento calculada considerando-se o tamanho do Grupo e câmbio constantes. São usados o tamanho do Grupo e o câmbio do exercício fiscal publicado.

Margem operacional é um dos principais indicadores de desempenho do Grupo. É definida como a diferença entre o faturamento e os custos operacionais. É calculada antes de “Outras receitas e despesas operacionais”, que incluem a amortização de ativos intangíveis reconhecidos em fusões, o encargo resultante do reconhecimento deferido do valor justo das ações concedidas a funcionários e receitas e despesas não recorrentes, principalmente o comprometimento do goodwill, badwill, ganhos ou prejuízos na alienação de empresas ou negócios consolidados, custos de reestruturação incorridos como parte de planos formais aprovados pela diretoria do Grupo, custos de aquisição e integração de empresas adquiridas pelo Grupo e efeitos de reduções, liquidações e transferências de planos de pensão com benefício definido.

O lucro líquido normalizado é igual ao lucro do ano (parcela do Grupo) ajustado para refletir o impacto de itens reconhecidos em “Outras receitas e despesas operacionais”, líquidos de imposto, calculado usando-se a alíquota efetiva do imposto. O lucro normalizado por ação é computado como o lucro básico por ação, ou seja, excluindo-se a diluição.

O fluxo de caixa orgânico livre é igual ao fluxo de caixa decorrente das operações menos aquisições de imóveis, fábricas, equipamentos e ativos intangíveis (líquido de alienações) e ajustados para refletir a saída de caixa relacionada ao custo líquido de juros.

Desde 1º de janeiro de 2016, a região do Resto da Europa é formado pelo "Resto da Europa" e a região de "Benelux".



Os procedimentos de análise das demonstrações financeiras consolidadas provisórias foram concluídos. Os auditores estão preparando o seu relatório.