Despesas com garantia da qualidade e testes de aplicativos representam quase um quarto dos gastos de TI

| Press release
Relatório Mundial sobre Qualidade aponta que eficácia dos aplicativos é estratégica para empresas; Brasil destina atualmente 20% do orçamento para testes e deve aumentar para 25% em dois anos
Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, divulga os resultados da quinta edição do Relatório Mundial sobre Qualidade[1]. O estudo, publicado em parceria com a HP, aponta que as despesas com garantia da qualidade e testes de aplicativos representam agora quase um quarto de todos os gastos de TI, visto que a implementação da transformação digital e aplicativos de software confiáveis se torna cada vez mais importante para as operações e a reputação das empresas.
 
Com o crescimento da importância da eficácia dos aplicativos, os gastos médios com a garantia da qualidade como uma porcentagem do orçamento total da TI subiram de 18%, em 2012, para 23%, em 2013. No entanto, muitas empresas ainda sofrem para demonstrar o valor real das suas atividades de teste para o negócio. Mesmo com os canais móveis como os principais meios de interação tanto para os funcionários quanto para os clientes, quase metade (45%) das companhias ainda não validam a funcionalidade, o desempenho e a segurança dos seus aplicativos e dispositivos móveis. Apesar da rápida expansão dos testes móveis (de 31%, em 2012, para 55%, em 2013) apontada pelo relatório, mais da metade (56%) dos respondentes mencionaram a falta de métodos especializados como a maior barreira para a realização de avaliações móveis e 48% disseram que ainda não possuem especialistas nessa área.
 
No Brasil, a pesquisa apontou que um quinto do orçamento de TI (20%) é alocado para a qualidade dos aplicativos, e essa proporção deve subir para 25% nos próximos dois anos. Quase um quarto dos recursos da área de garantia da qualidade (23%) é gasto com pessoal dedicado a testes; 29% com ferramentas e licenças e 40% com hardware e infraestrutura. 
 
Com a crescente dependência das instituições de seus sistemas e aplicativos de TI para que as funções essenciais do negócio funcionem sem interrupções, muitas delas passaram a abordar a garantia da qualidade de maneira mais estratégica, centralizada e voltada ao negócio. Em 2013, mais de um quarto (26%) dos respondentes já consolidaram sua área de garantia da qualidade para todos os projetos, linhas de negócio ou para toda a empresa. Em 2012, isso foi feito por apenas 8%. Aproximadamente uma em cinco pessoas (19%) afirmou possuir um Centro de Excelência em Testes (TCOE, em inglês) para atender às necessidades do negócio, acima dos 6% do ano passado, à medida que a disciplina de testes se torna um processo muito mais industrializado dentro das empresas. Além disso, o relatório destaca a crescente demanda por profissionais de teste com conhecimento do negócio e de áreas específicas, e aproximadamente dois terços (63%) dos executivos pesquisados afirmam que entender o negócio é um requisito importante para seus profissionais de teste, à proporção que a área de garantia da qualidade procura se alinhar com as prioridades estratégicas do negócio.
 
“Os resultados da pesquisa deste ano destacam novamente a crescente importância estratégica da área de testes e garantia da qualidade, juntamente com sua importante contribuição para assegurar o alcance dos objetivos operacionais do negócio e a satisfação das expectativas dos clientes”, comenta o líder de testes da linha global de serviços da Capgemini & Sogeti, Michel de Meijer. “Os aplicativos tecnológicos fornecem a principal interface entre as empresas e seus clientes, sendo geralmente disponibilizados por meio de vários canais e dispositivos, e os usuários toleram cada vez menos os erros funcionais, desempenho ruim e vulnerabilidades conhecidas de segurança.”
 
Com o aumento da importância estratégica da área de garantia da qualidade para muitas empresas, o estudo destaca como algumas delas estão começando a perceber o valor que essa disciplina traz ao negócio como parte de uma abordagem mais estratégica, capturando métricas relacionadas a um ROI mais amplo nos negócios, tais como a contribuição da garantia da eficácia para reduzir o tempo do lançamento de produtos no mercado (45%) e a redução dos custos com a prevenção de defeitos (39%). Entretanto, muitas companhias ainda não demonstram o valor da área para o negócio como um todo, pois ainda capturam e reportam, principalmente, informações operacionais, como o número de defeitos encontrados (73%) e o custo por teste (55%). Além disso, 45% dos respondentes envolvem os líderes de teste no processo de entrega muito tarde para influenciar a qualidade dos aplicativos, limitando-se a encontrar e corrigir defeitos.
 
Para as empresas que lutam para melhorar a maturidade de seu departamento interno de garantia da qualidade, o modelo de Serviços de Testes Gerenciados (MTS, na sigla em inglês) é uma nova opção, e 12% delas esperam de seus provedores de MTS não somente a alocação de mão de obra, mas também conhecimento especializado dos processos de teste e um conjunto completo de ferramentas para testar com eficiência máxima e demonstrar o ROI de maneira eficaz. Por exemplo, quando se trata de terceirizar os testes de seus aplicativos móveis, a capacidade de testar uma grande variedade de plataformas e dispositivos é avaliada como a função mais importante (60%), mostrando a necessidade de garantir a cobertura de vários tipos de ambientes, o que a área interna de garantia da qualidade não consegue fazer.
 
Somente 17% dos CIOs e diretores de TI entrevistados no Brasil afirmaram que as suas atividades de teste são centralizadas num único departamento que serve toda a organização, sendo a média global 26% - e outros 17% disseram que sua área de garantia da qualidade é altamente descentralizada nas diversas unidades de negócios, regiões e divisões. Além dos setores de serviços financeiros e telecomunicações, pouquíssimas organizações têm investido em uma abordagem totalmente centralizada e industrializada, com processos, metodologias, aceleradores, ferramentas de automação e métricas padronizadas.
A pesquisa deste ano mostra que a porcentagem de projetos que usam modelos de terceirização, como o Serviço de Testes Gerenciados, aumentou de 14% em 2012 para 22% em 2013, enquanto o número de projetos realizados unicamente pela equipe interna caiu de 56% em 2012 para 42% em 2013.
“Agora que os resultados das pesquisas mostram que quase um quarto do orçamento de TI é alocado para atividades de teste e garantia da qualidade, vemos, cada vez mais, a importância de medir o ROI trazido ao negócio com base em métricas tanto financeiras como operacionais de TI”, ressalta o vice-presidente de Marketing de Produtos de Software da HP, Matt Morgan. “Para que as empresas adotem uma abordagem mais estratégica para com as disciplinas de teste e garantia da qualidade, elas devem obter mais capacidade de visualização e comunicação para ilustrar o valor das informações operacionais e do negócio”, conclui o executivo. Para baixar a versão completa do Relatório Mundial sobre Qualidade 2013-14, acesse www.worldqualityreport.com.


[1] O Relatório Mundial sobre Qualidade 2013-14 é um estudo global detalhado que examina o estado da qualidade dos aplicativos e das práticas de testes em vários setores e regiões.