Empresas de gestão patrimonial devem amadurecer digitalmente para evitar redução no lucro, revela o Relatório Mundial sobre Riqueza 2016

| Press release
Gestores patrimoniais e clientes se juntam na luta por ferramentas digitais, mas a implementação e satisfação deixam a desejar

Para que as empresas de gestão patrimonial obtenham sucesso duradouro, elas precisam colaborar e trabalhar em parceira com as startups focadas em serviços financeiros (FinTechs), além de atingir uma maior maturidade digital, revela o 20° Relatório sobre a Riqueza Mundial (World Wealth Report, em inglês), publicado pela Capgemini. As empresas de gestão patrimonial estão errando o alvo ao tentarem implantar funcionalidades digitais, arriscando-se a gerar menos lucro e a perder clientes e funcionários. O lucro líquido de até 56% dessas empresas pode estar em risco devido à desgastes com os clientes, por não oferecerem funcionalidades digitais. O relatório também constatou que mais da metade (55%) dos gerentes patrimoniais não estão totalmente satisfeitos com as funcionalidades digitais de suas empresas e, como consequência, mais de um terço (39%) pensa em mudar de empresa.[1]

"Como as empresas de gestão patrimonial e seus gerentes enfrentam atualmente várias mudanças no mercado, inclusive a crescente concorrência das chamadas FinTechs, eles precisam aprimorar todos os aspectos de suas funcionalidades digitais para garantir sua relevância para os clientes, que podem ser atraídos por suas concorrentes com tecnologias mais avançadas", comenta o líder global do setor bancário e de mercados de capital da divisão de serviços financeiros da Capgemini, Anirban Bose. “As revelações do último Relatório sobre a Riqueza Mundial enfatizam que as empresas precisam se adaptar para atender às crescentes expectativas dos clientes e gerentes e que um alto nível de maturidade digital será necessário para enfrentar as concorrentes que já nasceram digitais”.

 

Maturidade digital limitada, apesar da maior demanda dos clientes de alto patrimônio e da ameaça das FinTechs

A demanda das pessoas com alto patrimônio (HNWI, em inglês) por serviços digitais continua crescendo nas áreas onde as FinTechs predominam, como plataformas de assessoria digital, comunidades abertas de investimento e plug-ins de funcionalidades de terceiros; por isso as empresas de gestão patrimonial não podem falhar em nenhum aspecto de sua estratégia digital. Segundo o levantamento, somente no ano passado, a demanda por serviços de assessoria automatizada cresceu quase 20 pontos percentuais, indo de 49% em 2015 para 67% em 2016.  Além disso, 47% das pessoas com alto patrimônio afirmam que utilizam plataformas peer-to-peer pelo menos uma vez por semana para obter recomendações de investimento.[2]

Estima-se que a correlação entre maturidade digital e aquisição e retenção de ativos para gestão aumentará nos próximos anos. Para 73% das pessoas com alto patrimônio, a maturidade digital é um fator importante ou muito importante em sua decisão de confiar mais ativos à sua empresa de gestão patrimonial nos próximos 24 meses. Esse percentual sobe para 86% quando consideramos pessoas com menos de 40 anos.

 

Demanda por funcionalidades digitais está em alta, mas a satisfação entre os gerentes de patrimônio continua em baixa.

Gerentes se juntaram aos seus clientes com alto patrimônio para exigir ferramentas digitais com mais funcionalidades. Essa tendência se confirmou em todas as regiões e todas as faixas etárias, ficando em 81%. Mas, mesmo com a alta demanda dos gerentes de patrimônio por ferramentas digitais, a maior parte das empresas ainda não as oferece. Menos da metade desses profissionais está satisfeita com a capacidade digital de seus empregadores, mas acredita que as ferramentas digitais sejam valiosas para viabilizar várias atividades, entre elas uma maior colaboração com os clientes (86%), capacidade de usar os dados dos clientes para identificar oportunidades de crescimento (82%) e economia de tempo com a redução da burocracia (82%). 

Gerentes patrimoniais de todas as idades afirmam sentir falta, principalmente, de ferramentas de mídia social e móvel, pois consideram a prospecção de clientes por meio das redes sociais uma importante função digital (60%) – e essa é uma área com a qual tendem a estar menos satisfeitos.

 

Empresas de gestão patrimonial precisam se tornar líderes digitais para obter sucesso

Conforme aumenta o papel desempenhado pelas empresas de gestão patrimonial, a obtenção de sucesso duradouro para elas depende de colocarem os gerentes de patrimônio no centro da disrupção digital e de estarem dispostas a explorar novas iniciativas de colaboração e parceria com as FinTechs. Envolver os gerentes de patrimônio será importante, uma vez que mais de 3/4 (79%) deles dizem que gostariam de utilizar novas ferramentas digitais e mais da metade (53%) já pressionam suas empresas para que melhorem sua capacidade digital. Um número surpreendente (42%) até mesmo investiu seu próprio dinheiro na compra de software disponível no mercado numa tentativa de eliminar as lacunas nas ofertas de suas empresas. Várias das maiores empresas do mundo estão explorando programas de aceleradores desenvolvidos para atrair startups interessadas em trabalhar em parceria. Outras empresas estão investindo na aquisição de FinTechs para tentar impulsionar suas competências digitais, principalmente nas áreas de serviços automatizados de assessoria e gestão de investimentos.

O relatório enfatiza que terão mais sucesso as empresas que ousarem para superar a resistência à mudança e aderirem a um mundo que valoriza cada vez mais as interações digitais.

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[1] O Relatório sobre a Riqueza Mundial determina a maturidade digital com base no Modelo de Maturidade Digiwealth, da Capgemini.

[2] As pessoas com alto patrimônio possuem acima de US$ 1 milhão em ativos para investir, excluindo-se a residência principal; itens colecionáveis, consumíveis e duráveis.