Estudo global mostra crescimento em serviços conjuntos de transporte e logística em diversos países

| Press release
Serviços de logística terceirizados tiveram um aumento de 23, 6% na Ásia, 12,4% na América Latina e 6,7% na América do Norte
A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, em parceria com a Universidade da Pensilvânia, a empresa de recrutamento executivo Korn/Ferry e a fornecedora de serviços de logística e gestão da cadeia de suprimentos Penske Logistics, anunciaram os resultados do 18º Estudo dos Serviços Terceirizados de Logística (18th Annual Third-Party Logistics), que examina o mercado global de terceirização em relação a big data, seleção de fornecedores preferenciais, crescimento inteligente e relacionamento transportadora-prestador terceirizado de serviços de logística, no mercado de terceirização.
O último relatório mundial revelou que o mercado está cada vez mais global e que as transportadoras mantêm seu foco na globalização, concorrência e condições econômicas instáveis, fazendo com que muitas reavaliem suas estratégias voltadas à cadeia de suprimento para atender a demanda. Um dos destaques é que as transportadoras continuam reconhecendo o importante papel que os prestadores terceirizados de serviços de logística podem desempenhar no mercado, uma vez que a grande maioria das transportadoras respondentes (91%) afirmou que o seu relacionamento com estas empresas é importante ou estratégico no mercado global atual. 
Com base nas respostas de 1.300 transportadoras e prestadores de serviços de logística da América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina, o relatório revelou que existe uma ênfase crescente na gestão e operações no mundo inteiro, sendo que o comércio entre as regiões está superando o comércio interno. Este cenário fez com que as transportadoras reavaliassem suas decisões de abastecimento e distribuição, para aproveitar as oportunidades de expansão e abrir as portas para os prestadores de serviços de logística, globalmente, que oferecem às transportadoras novos caminhos para o crescimento e relacionamentos de abastecimento e/ou distribuição no exterior. Por outro lado, o estudo também revelou que as transportadoras ainda adotam uma abordagem tática em vez de estratégica para com a gestão do comércio global, confiando nos departamentos tradicionais, como o de logística (23%), conformidade (13%) e compras (12%) para liderar a mudança. Investindo mais em experiência e operações globais, os prestadores terceirizados de serviços de logística se posicionaram para atender às necessidades das transportadoras em termos de gestão do comércio global, ajudando-as a superar os obstáculos comuns a esse tipo de comércio.
"Com a expansão do comércio global, é importante que as transportadoras pensem de forma colaborativa e criem relacionamentos duradouros com prestadores de serviços de logística terceirizados, estabelecendo um padrão de práticas operacionais eficientes e econômicas, ao mesmo tempo em que abrem as portas para o sucesso em escala mundial", disse o vice-presidente e líder da divisão de cadeia de suprimentos da Capgemini Consulting América do Norte Dan Albright. 
No Brasil, com os custos de logística reversa muito altos, quando as mercadorias entram no país, é quase impossível leva-las de volta aos locais de origem. Como redistribuir não é uma opção, uma das únicas alternativas é liquidar os estoques, e isso deve ser considerado no planejamento estratégico das empresas.
O estudo mostra que os serviços de logística terceirizados tiveram um aumento de 23, 6% na Ásia, 12,4% na América Latina e 6,7% na América do Norte em 2012.
"Como a mais nova edição de nosso estudo revelou, apesar de estarem trabalhando cada vez mais com prestadores terceirizados de serviços de logística, as transportadoras ainda buscam atingir metas de curto prazo, comprometendo os relacionamentos de longo prazo focados na parceria. Isso mina a sua capacidade de manter uma cadeia de suprimentos mais funcional e econômica e uma base sólida para a criação de relacionamentos estratégicos e maduros com os prestadores de serviços terceirizados", afirmou.
O estudo também apontou que, com o aumento do comércio global e das operações entre países, diversas empresas internacionais viram a África com um mercado em crescimento, uma vez que o continente apresenta um cenário de oportunidades similar àquele que marcou a Ásia na década de 70. O Fundo Monetário Internacional prevê que a África estará entre as 11 economias que mais crescem até 2017. As características promissoras do continente incluem não apenas economias em crescimento, mas também a abundância de mão de obra barata e o comprometimento com a melhora da infraestrutura e a remoção das barreiras de comércio. No entanto, os desafios continuam, porque o continente tem altos custos com logística e a liberação de mercadorias nos portos pode ser lenta, complicada e burocrática. As transportadoras e empresas líderes em cadeia de suprimentos devem permanecer abertas para operações no continente e, como muitos fornecedores, transportadoras e prestadores terceirizados de serviços de logística do mercado africano operam de forma distinta devido aos ambientes diferenciados, existe a oportunidade de se padronizar mais os processos de logística.
"Com o crescimento contínuo nos mercados locais e também além das fronteiras, as organizações precisam manter o compromisso de desenvolver suas competências para continuar sendo relevantes e garantir o sucesso no novo mercado global," disse o consultor global de serviços de logística e transportes da Korn Ferry International, Zack Deming. "Com isso, no entanto, surge a necessidade de uma maior transparência entre os prestadores de serviços de logística terceirizados e as transportadoras, pois o relatório anual ainda menciona a discrepância entre o nível de agilidade e flexibilidade de cada um deles para lidar com as necessidades e desafios de negócio atuais e futuros.

O estudo também mostra que as transportadoras então contratando prestadores terceirizados de forma mais centralizada, e 48% das transportadoras e 61% dos prestadores dizem que funções centralizadas desempenham um papel muito mais importante no processo de seleção do que três anos atrás. As transportadoras estão buscando estratégias para controlar os custos e conquistar bons relacionamentos com os provedores terceirizados de logística, equilibrando a centralização e a descentralização. Aquelas que conseguem equilibrar o custo e a qualidade e conquistar relacionamentos estratégicos, que prezem a colaboração com os provedores de logística, obtêm as maiores vantagens.

"As transportadoras e os prestadores de serviços de logística terceirizados passaram pela crise graças à maior colaboração," afirmou o vice-presidente sênior de marketing da Penske Sherry Senger,. "Atualmente, ambos enxergam o relacionamento entre elas de forma mais estratégica, cuidadosamente alinhada e mais colaborativa do que há três anos. As empresas de logística estão bem posicionadas para ajudar as transportadoras a continuar melhorando, gerando economia e inovando a cadeia de suprimentos, à medida que a economia cresce gradativamente.”

Um fato importante é que nos últimos 12 anos, o estudo tem monitorado o “gap da TI” – a diferença entre a porcentagem de usuários de empresas de logística terceirizadas que indica que a TI é um elemento necessário para o desempenho das mesmas (98%) e a porcentagem desses usuários que concordam que estão satisfeitos com a TI das empresas de logística (55%) – e revelou que a porcentagem está se estabilizando. No entanto, a gestão adequada do big data – cuja importância está crescendo na cadeia de suprimentos, em relação à qual 97% das transportadoras e 93% das empresas de logística acredita que as decisões baseadas em dados são essenciais – ainda enfrenta muitas barreiras internas. Entre elas está a falta de integração entre a cadeia de suprimentos e as operações de TI internas e a falta de uma infraestrutura de TI de suporte.
Para mais informações e para ler o estudo completo, acesse: https://www.capgemini.com/resources/2014-third-party-logistics-study-the-state-of-logistics-outsourcing