Governos europeus tornam-se digitais cuidadosamente, enquanto usuários esperam uma mudança mais rápida

| Press release
Estudo avalia áreas prioritárias do Plano de Ação e-Gov da União Europeia e mira as ambições da região para aumentar a quantidade de serviços digitais dos governos até 2020

Enquanto os governos europeus têm êxito ao oferecer gradualmente mais serviços online, os resultados, no fim do dia, ainda precisam ser acelerados para atender às expectativas dos cidadãos e de empresas em toda a Europa. Construir novas funcionalidades pode trazer esta aceleração e ajudar as instituições a alcançar essa expectativa por serviços mais digitais. Esta é uma das principais conclusões do 13th Benchmark Measurement of European eGovernment Services (Referência de Serviços Europeus de e-Gov, em livre tradução para o Português), um estudo conduzido conjuntamente pela Capgemini, um dos líderes globais em serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, pela IDC (International Data Corporation) e pela Politecnico di Milano School of Management para Direção Geral de Redes de Comunicação, Conteúdos e Tecnologia.

O relatório também revela uma grande variação na performance da administração pública eletrônica em toda a Europa. Uma linha de países do Sudoeste ao Nordeste da Europa - a "Diagonal Digital”- obteve sucesso ao entregar facilidades tecnológicas acima da média europeia, deixando outras nações para trás.

Desempenho polarizado

Os resultados do último eGovernment Benchmark mostram uma cautelosa aceleração na implementação de práticas de e-Gov na Europa. O estudo avalia as áreas prioritárias do Plano de Ação e-Gov da União Europeia 2011-2015 e mede o progresso em cada uma delas, por meio de um ou mais indicadores, tais como disponibilidade e utilização de serviços públicos eletrônicos, transparência nas operações das autoridades governamentais, procedimentos na prestação de serviço e o nível de controle que os usuários têm sobre seus dados pessoais, bem como disponibilidade e facilidade de utilização dos serviços que cruzam fronteiras na região para cidadãos e empresas. As referências evoluíram ao longo do tempo, sendo que todos os indicadores registraram progressos nas mensurações feitas a cada dois anos. No entanto, parece que o desempenho está se polarizando, criando um fosso cada vez maior entre as nações de melhor desempenho dentro da “Diagonal Digital” e os demais países europeus, que não apresentam sinais de recuperação para acompanhar os países mais avançados.

Como ponto positivo, pode-se concluir que a “Diagonal Digital” está movendo a Europa para frente. Esta linha de países poderia inspirar outros governos a melhorar a velocidade e a qualidade dos seus serviços públicos digitais. Porém, devemos ter cuidado para que esse atraso de alguns países não aumente mais do que o aceitável em um mercado digital unificado", explicou o líder global de eGovernment Benchmark da Capgemini, Niels van der Linden.

Serviços financeiros eletrônicos mostram um crescimento mais forte

O estudo também monitorou sete questões fundamentais, entre 2012 e 2015, para medir o progresso alcançado na digitalização de serviços públicos para empresas e cidadãos. Essas questões incluem abertura de reclamações; operações regulares de negócios; estudar, mover ou abrir um negócio; aquisição de um carro; e processos de demissão e contratação. A pesquisa revela que dentre essas questões, serviços financeiros digitais (de 50% em 2012/13 para 59% em 2014/15) e os registros eletrônicos (de 42% em 2012/13 para 54% em 2014/15) mostraram um crescimento mais forte. Esses serviços podem incluir impostos corporativos, pedido de reembolso de taxa de valor agregado (VAT claim) e multas de trânsito, considerando-se que cada um deles se caracteriza como serviços frequentes e com alto volume de usuários. De certa forma, faz sentido que esses serviços se tornem prioridade, uma vez que eles promovam arrecadação financeira para o governo. Isso explicaria o fato de terem sido implementados mesmo diante de um processo complexo de desenvolvimento.

"Se olharmos para trás, podemos dizer que os serviços públicos digitais europeus se desenvolveram de forma constante, mas não vimos um progresso realmente inovador", afirmou o vice-presidente e diretor global da conta da União Europeia da Capgemini, Dinand Tinholt. "As prioridades das políticas governamentais têm mudado levemente desde 2006, enquanto a tecnologia tem se desenvolvido rapidamente nos últimos dez anos. Se há realmente uma ambição da União Europeia em evoluir para um único mercado digital, há uma clara necessidade de que os governos tomem medidas realmente transformadoras. Precisamos nos questionar se a tecnologia que está sendo usada atualmente é avançada o suficiente para enfrentar adequadamente os desafios da sociedade atual e se as instituições governamentais dispõem das habilidades corretas para conduzi-los verdadeiramente para a transformação digital", complete.

Encontre aqui a cópia completa do relatório: https://www.br.capgemini.com/recursos/egovernment-benchmark-2016