Novas tecnologias dominarão mercado financeiro nos próximos anos

| Press release
Entre as previsões estão aumento de investimento em blockchain, segurança, cloud híbrida e análise inteligente de dados.

A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, divulga sua lista de principais tendências para o setor bancário para este ano, destacando o aumento do investimento das instituições em novas tecnologias voltadas para a redução de custos e novos serviços para que se aproximem mais de seus clientes. No ano passado, este segmento foi marcado pelo surgimento de empresas de tecnologia financeira, impactando a forma como os usuários se relacionam com seus bancos. A partir deste ano, este processo deve ser intensificado, trazendo grandes desafios para este mercado.

Confira as principais previsões da Capgemini para os próximos meses:

 

1) Aumento dos investimentos em operações bancárias com tecnologia blockchain

A tecnologia blockchain deve revolucionar o setor de serviços financeiros, graças ao seu potencial de garantir transações seguras usando um sistema chamado encriptação - processo que assegura que as informações, assim como sua autenticidade e autoria, sejam de fácil verificação e praticamente impossível de serem fraudadas. A Capgemini prevê que este será um ano de grandes parcerias entre as empresas de blockchain e as principais instituições financeiras. Várias organizações, como Nasdaq, Visa e Citi, já começaram a investir na segurança do blockchain para proteger suas transações. Essa tendência se fortalecerá ao longo do ano, à medida que os bancos passarem a adotar esta tecnologia para se livrar da onerosa infraestrutura de dados.

 

2) Adoção de estratégias de nuvem híbrida

Soluções em nuvem são mais ágeis, flexíveis e fáceis de administrar. Com elas, os bancos conseguem interagir com seus clientes em vários canais, atender às suas necessidades - que mudam constantemente - e diminuir os custos com infraestrutura, além de ganhar força para competir com concorrentes mais ágeis. As plataformas em nuvem também possibilitam aos bancos liberarem recursos internos (humanos e financeiros) para atividades mais produtivas, como o desenvolvimento de novos negócios.

Com uma quantidade maior de aplicações, veremos mais bancos em busca de soluções híbridas, que unam as nuvens pública e privada, para atender aos requisitos de segurança, privacidade, desempenho e conformidade regulatória.

Bancos de maior porte, com sistemas mais antigos, farão uma transição gradual, com foco nas atividades menos sensíveis, como aplicações móveis, transferindo pouco a pouco os mais complexos para a nuvem. Já os bancos mais ágeis, que não precisam lidar com sistemas de longa data, começarão a migrar seus dados para a nuvem privada ou híbrida, combinando aspectos públicos para alguns dados com a privacidade interna para informações sigilosas.

 

3) Uso de big data e análise de dados para melhorar o relacionamento com os clientes

As dificuldades enfrentadas pelo setor bancário levaram à redução do número de agências e de caixas, diminuindo os pontos de contato com o cliente. Com a proliferação de canais digitais, como a Internet e smartphones, as agências bancárias deixaram de ser ambientes que efetuam transações e passaram a ser um local para prestar assessoria aos clientes, tornando-se mais enxutas e tecnológicas.

Como resultado deste novo cenário, a Capgemini acredita que os bancos contarão, cada vez mais, com análise inteligente de dados para extrair valor das interações com os clientes, obtendo as informações necessárias para integrar as operações bancárias e captar seus sentimentos, até então registrados por meio de interações presenciais.

Os bancos analisarão os padrões financeiros dos clientes a partir de um conjunto amplo de dados, tanto internos quanto externos (incluindo o conteúdo de mídias sociais), para criar um perfil mais assertivo dos seus usuários. Essas informações permitirão que tracem estratégias para atrair novos clientes, efetuar vendas cruzadas para os atuais e identificar contas de alto risco, com o objetivo de evitar fraudes bancárias.

 

4) Busca de processos ágeis para alcançar conformidade regulatória

Os bancos estão enfrentando prazos apertados para cumprir vários regulamentos, como a norma 239 do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, que contém um conjunto de regulamentos de supervisão para melhorar as práticas de gestão de riscos, dos processos de tomada de decisão e da comunicação por parte das instituições financeiras.

A maioria dos bancos ainda não está pronta para implantar normas de conformidade, que devem estar em vigor desde janeiro de 2016. Esses requisitos regulatórios exercerão uma pressão ainda maior sobre os sistemas e recursos de emissão de relatórios dos bancos, já que muitos deles ainda não possuem os processos de coleta e agregação de dados de alta qualidade que os regulamentos exigem.

Desta forma, a Capgemini acredita que, para cumprir o maior número de normas de conformidade durante este ano, os bancos adotarão processos mais automatizados e ágeis em substituição aos processos manuais, que consomem tempo e estão sujeitos a erros. Como resultado, os gastos mundiais com tecnologias que lidam com riscos e conformidade devem chegar a US$ 97,3 bilhões até 2018, acima dos US$ 18 bilhões registrados em 2015.

Mais do que uma solução rápida, os bancos buscarão sistemas que agreguem e comuniquem seus dados de risco de maneira mais eficiente, por meio da implementação de uma estratégia de governança de dados que estabeleça responsabilidade, propriedade e rastreabilidade com relação à gestão de mudanças e à maneira pela qual encaram e administram seus dados.

 

5) Segurança dos pagamentos será uma prioridade

Para evitar fraudes e violações de dados, os bancos, as provedoras de serviços de pagamento e os comerciantes estão adotando diversas soluções, de acordo com o tamanho da empresa e o volume de transações. Dentre essas soluções, podemos citar:

  • Conformidade com as normas de segurança de dados do setor de pagamentos por cartão (norma PCI-DSS), para ajudar os comerciantes a reduzir os ataques fraudulentos e violações de dados de cartões.
  • Implantação de cartões inteligentes (EMV), reduzindo ao mínimo a ocorrência de fraudes, principalmente em situações onde o cartão é apresentado pessoalmente.
  • Soluções com tecnologia segura 3D, para oferecer maior segurança em transações sem o cartão.
  • Processos de encriptação e uso de tokens, visando o aumento da segurança durante a transmissão de dados sensíveis de transações.
  • Rastreamento da localização geográfica e localização segura do dispositivo móvel pelas empresas de processamento de pagamentos e comerciantes para combater fraudes.
  • Teste biométrico para reforçar as medidas de autenticação.
  • Análise de dados em tempo real, inclusive informações de sites, redes sociais e fornecedores terceiros, para ajudar a entender o comportamento dos clientes.