Pagamentos sem dinheiro alcançam 333 bilhões de transações no mundo, segundo Relatório Mundial sobre Meios de Pagamentos 2013

| Press release
Forte crescimento das operações sem uso de moeda sinaliza rápida recuperação da indústria global de pagamentos
O volume global dos pagamentos realizados sem o uso de dinheiro vivo atingiu 333 milhões de transações em 2012, após crescimento de 8,8% em 2011, de acordo com os últimos dados do Relatório Mundial sobre Pagamentos 2013[1], publicado pela Capgemini e pela RBS.
 
A Europa Central, o Oriente Médio, a África e países em desenvolvimento da Ásia lideram esse crescimento, com aumento de mais de 20% no volume das transações, enquanto a América Latina registrou crescimento de 14,4%. O avanço nessas economias em desenvolvimento superou o crescimento nos mercados desenvolvidos da América do Norte, Europa e Ásia[2], que registraram aumento de um dígito, apesar de serem responsáveis por mais de dois terços de todas as transações sem dinheiro do mundo, com participação de 76,9%. No entanto as previsões mostram que, apesar do crescimento das economias em desenvolvimento da Ásia e da América Latina, ainda levará cerca de 10 anos para que os mercados emergentes superem os mercados maduros em número de transações. 
 
“O intenso aumento dos pagamentos sem dinheiro é um reflexo da vida interconectada que vivemos hoje. As estimativas de crescimento de 8,5% em 2013 nas transações sem uso de moeda representam quase 47 operações por ano por cada homem, mulher e criança do planeta. Nos mercados em desenvolvimento, os pagamentos móveis estão facilitando o acesso de mais pessoas às transações financeiras, enquanto as inovações centradas nos clientes contribuíram para que cartões pré-pagos e o dinheiro virtual ganhassem aceitação nos mercados mais desenvolvidos”, comenta o diretor administrativo e líder global de serviços de transações do RBS International Banking, Kevin Brown.
 
Cartões de débito e crédito lideram os pagamentos eletrônicos e móveis
 
Os cartões de débito e crédito continuam sendo as formas mais populares de operações sem dinheiro, à frente dos pagamentos eletrônicos e móveis[3]. O uso de cartões de débito aumentou 15,8% (para 124 bilhões de transações) no mundo em 2011[4], e o uso de cartões de crédito apresentou crescimento de 12,3% (para 57 bilhões de transações). Estimativas do setor sugerem que o número de pagamentos on-line e móveis crescerá 18,1% e 58,5%, respectivamente, em 2014. O número de transações eletrônicas deve chegar a 34,8 milhões até 2014; os pagamentos móveis devem atingir 28,9 milhões no mesmo ano. No entanto, o Relatório Mundial sobre Meios de Pagamentos 2013 aborda algumas questões importantes sobre a veracidade dessas estimativas.
  
 
Um “buraco negro” na estatística?
 
Analisando os instrumentos de pagamento sem uso de moeda, inclusive os móveis e eletrônicos, cartões pré-pagos e dinheiro virtual (oferecidos por bancos e instituições não bancárias), além do crescimento do volume das transações em regiões como a África, a pesquisa aponta um “buraco negro” significativo nas estatísticas, devido às informações inconsistentes dando conta dos pagamentos. Essa inconsistência está surgindo ao passo em que novas regiões se tornam mais ativas e instituições não bancárias passam a deter uma participação de mercado cada vez maior nos pagamentos eletrônicos e móveis. As análises do Relatório sugerem que as estimativas do setor sobre o tamanho do mercado de pagamentos móveis poderiam estar 50% acima da realidade, levantando a questão da necessidade de uma coleta de dados confiável e centralizada. O estudo recomenda que existam estatísticas mais responsáveis por parte do setor e que os órgãos reguladores facilitem tal ação. Uma melhor coleta de dados estatísticos ajudaria as empresas prestadoras de serviços de pagamentos (PSPs) a tomarem decisões mais fundamentadas e ajudaria a combater riscos futuros de mercado.
 
“Reduzir os riscos de mercado e a complexidade dos regulamentos continua sendo um desafio para os bancos e outras PSPs, principalmente na medida em que a proliferação de normas e a sobreposição de iniciativas individuais continuam aumentando”, afirma o diretor de vendas e marketing da divisão de Serviços Financeiros Globais da Capgemini, Jean Lassignardie. “As companhias podem ‘agrupar’ a implementação de iniciativas regulatórias[5] para considerar o efeito cascata nas regiões, os efeitos de um reforço complementar e da concorrência”. Na América do Norte, a maioria dos novos regulamentos priorizam a transparência e conveniência para o cliente. Na Ásia Pacífico, o foco dos regulamentos é a padronização e o ingresso de novos participantes no sistema financeiro. Na Europa, por sua vez, os regulamentos da SEPA[6] estão dominando o cenário, conforme os órgãos reguladores se concentram no aumento da concorrência e da transparência.
 
Fragmentando e inovando o espaço de aquisição de pagamentos
 
A área de aquisição de pagamentos[7] surgiu com um grande potencial de inovação com foco no cliente. Alguns dos impulsionadores da inovação na área de aquisição de pagamentos para PSPs são: objetivo de se aproximar dos clientes, necessidade de atender a novas e diferentes demandas e fragmentação da cadeia de valor. Com a inovação dessa área, as companhias podem oferecer aos clientes, tanto de varejo quanto empresariais, opções de instrumentos, localidades, canais e moedas, que são cada vez mais procurados. As inovações estão transformando a aquisição do tipo consumer-to-business (C2B) em pagamentos feitos por “qualquer método”, “em qualquer lugar” e “a qualquer hora”, que podem ser encontrados em modelos alternativos do Paypal (aplicativo de colocação de pedidos com o Jamba Juice) e WorldPay (aceitação de várias formas de pagamento). Na aquisição business-to-business (B2B), a inovação é vista no SWIFT (solução de segurança 3S) e no ErsteConfirming (solução para cadeia de suprimentos).
 
“Tanto os fornecedores dos novos tipos de pagamentos como os dos antigos reconhecem que nem todas as empresas precisam oferecer serviços ‘end-to-end’.Estão priorizando as quatro ‘Innovation Value Hotspots’ (principais áreas de valor da inovação), que incluem originação, aceitação e captação, segurança e fraude, e serviços de valor agregado”, ressalta Lassignardie. “Ao escolher uma ou mais dessas áreas, as fornecedoras de serviços de pagamento têm a oportunidade de se diferenciarem e atenderem às demandas, em constante mudança, dos clientes de varejo e corporativos.”
 
O Relatório conclui que o caminho rumo à mudança na área de aquisição de pagamentos é íngreme demais para que as PSPs permaneçam paradas. As estratégias devem ser revistas e reformuladas, para que essas empresas permaneçam no jogo e se beneficiem com as mudanças geradas pelas inovações.
 
O Relatório está disponível em inglês no site www.worldpaymentsreport.com.
 
 
[1] O Relatório Mundial sobre Pagamentos 2013 é um estudo anual que analisa os últimos avanços no cenário global de pagamentos, inclusive tendências relacionadas ao volume dos pagamentos, instrumentos de pagamento (como cartões e cheques), iniciativas regulamentadoras e o impacto dessas iniciativas nas considerações e opções estratégias dos bancos.
[2] Os mercados desenvolvidos da Ásia são Austrália, Japão, Cingapura e Coreia do Sul.
[3] Pagamentos eletrônicos são pagamentos digitais feitos pela Internet para atividades de comércio eletrônico. Pagamentos móveis ocorrem quando o telefone celular é um método de pagamento – não apenas um canal alternativo para envio de instruções de pagamento – e o fluxo de pagamento acontece em tempo real.
[4] As estimativas para 2012 são baseadas em dados e eventos coletados em 2011.
[5] Novas iniciativas regulamentares surgiram no mundo no último ano, priorizando o aumento da conveniência para o consumidor, aumentando a segurança e a transparência dos pagamentos, fortalecendo a prevenção de fraudes e estimulando a inovação.
[6] A Single Euro Payments Area (SEPA) é uma iniciativa do setor bancário que realizará todos os pagamentos eletrônicos na zona do euro – com cartões de crédito e de débito, transferências bancárias ou débito direto, por exemplo – tão facilmente quanto são realizados pagamentos dentro dos países que adotam o euro. Fonte: http://ec.europa.eu/internal_market/payments/sepa/.
[7] “Aquisição de pagamentos” refere-se a autorizar vendas/comércio, trazendo entidades de compra e venda em ambos os contextos de consumer-to-business (C2B) e business-to-business (B2B), permitindo a aceitação de qualquer instrumento de pagamento com base na escolha do cliente e facilitar vendas para o local, o canal ou a moeda.


[1] O Relatório Mundial sobre Pagamentos 2013 é um estudo anual que analisa os últimos avanços no cenário global de pagamentos, inclusive tendências relacionadas ao volume dos pagamentos, instrumentos de pagamento (como cartões e cheques), iniciativas regulamentadoras e o impacto dessas iniciativas nas considerações e opções estratégias dos bancos.
[2] Os mercados desenvolvidos da Ásia são Austrália, Japão, Cingapura e Coreia do Sul.
[3] Pagamentos eletrônicos são pagamentos digitais feitos pela Internet para atividades de comércio eletrônico. Pagamentos móveis ocorrem quando o telefone celular é um método de pagamento – não apenas um canal alternativo para envio de instruções de pagamento – e o fluxo de pagamento acontece em tempo real.
[4] As estimativas para 2012 são baseadas em dados e eventos coletados em 2011.
[5] Novas iniciativas regulamentares surgiram no mundo no último ano, priorizando o aumento da conveniência para o consumidor, aumentando a segurança e a transparência dos pagamentos, fortalecendo a prevenção de fraudes e estimulando a inovação.
[6] A Single Euro Payments Area (SEPA) é uma iniciativa do setor bancário que realizará todos os pagamentos eletrônicos na zona do euro – com cartões de crédito e de débito, transferências bancárias ou débito direto, por exemplo – tão facilmente quanto são realizados pagamentos dentro dos países que adotam o euro. Fonte: http://ec.europa.eu/internal_market/payments/sepa/.
[7] “Aquisição de pagamentos” refere-se a autorizar vendas/comércio, trazendo entidades de compra e venda em ambos os contextos de consumer-to-business (C2B) e business-to-business (B2B), permitindo a aceitação de qualquer instrumento de pagamento com base na escolha do cliente e facilitar vendas para o local, o canal ou a moeda.