Pesquisa da Capgemini sobre Business Cloud revela migração da nuvem pública para um modelo híbrido a médio prazo no Brasil

| Press release
Estimativa é de que, até 2019, a nuvem privada seja a opção de 76% dos entrevistados, deixando o modelo público "puro" com apenas 17% da preferência

SÃO PAULO, BRASIL, 27 de agosto de 2014 - A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, anuncia os resultados do estudo Business Cloud in Brazil: Research Report 2014: At the tipping point of accelerated adoption (Nuvem corporativa no Brasil: Relatório da Pesquisa de 2014: No ponto crítico da adoção acelerada, em português). Pela primeira vez, o Grupo Capgemini realizou uma pesquisa com foco exclusivo no Brasil, para entender, no mercado local, a evolução da adoção dos modelos emergentes de infraestrutura corporativa e ambiente de aplicação na era da nuvem.

Sob encomenda da Capgemini, o levantamento foi realizado por uma empresa independente de pesquisa de mercado, a Coleman Parkes Research. Para isso, entrevistou 415 executivos de tecnologia (CIOs, diretores, líderes, gerentes de aplicações e gerentes de infraestrutura) de grandes e  médias empresas, públicas e privadas, instaladas no Brasil, entre março e abril de 2014. Foram contemplados os setores Público, de Consumo, Varejo, Financeiro Manufatura, Energia e Telecomunicações.

O estudo revelou o padrão atual de evolução da adoção da nuvem no País, que não dispõe de nenhum modelo predominante.  As empresas menores tendem a usar a nuvem pública, enquanto as médias e as grandes dão preferência às nuvens híbridas. Assim, aproximadamente 26% dos entrevistados afirmaram não ter nenhuma preferência por um modelo específico de nuvem.  Em seguida, a opção varia entre a nuvem pública - o modelo mais atraente, com 24% – privada para as instalações da empresa (18%), híbrida (18%, pública e privada) e privada gerenciada por terceiros (14%).

No entanto, a previsão é de que esse cenário mude entre dois anos e cinco anos. Existe uma tendência de migração gradual da nuvem pública em favor de uma grande variedade de modelos privado e híbrido. Se os modelos privados internos e externos e os híbridos forem combinados, a estimativa é de que, até 2019, o padrão privado seja claramente a opção de 76% dos entrevistados, deixando a nuvem pública "pura" com apenas 17% (caindo de 24% para 20% e, posteriormente, para 17%). Os demais devem, ainda, decidir sobre a sua abordagem preferida.

"A tendência é que, em pouco tempo, a maioria das empresas passe a adotar a nuvem híbrida, devido à quantidade de aplicações e capacidade de armazenamento que podem ser processadas na nuvem pública", afirma o diretor de soluções integradas da Capgemini no Brasil, Gustavo Trevisan, um dos coordenadores da pesquisa.

Outros pontos analisados foram o modelo de entrega de Software-as-a-Service, utilizado atualmente por 73% das empresas que adotam a nuvem, e o aumento do modelo de Enterprise App Store (Loja de Aplicações Corporativas) – mais de 70% dos executivos têm ou planejam desenvolver esse formato. Além deles, o modelo de Infrastructure-as-a-Service (IaaS) deve crescer e alcançar o amadurecimento (um salto dos atuais 55% para 88% entre os que pretendem implementá-lo em dois anos); já o Platform-as-a-Service Market (PaaS) é a escolha atual de 39% dos entrevistados, com outros 34% que planejam utilizá-lo.

Apesar de alternativas, os data centers brasileiros continuam a consumir uma alta proporção de Capital Expenditure (Capex - investimentos em ativos), com 48% dos executivos gastando atualmente entre 20 e 60% em data centers. Porém, esse modelo está mudando para a gestão terceirizada, elevando o volume de dados na nuvem e a necessidade de proteger os dados."Sabemos que grande parte da estratégia de adoção da nuvem de nossos clientes passa pela necessidade de segurança e de controles mais rígidos. Dessa forma, poderão lidar com os desafios do ambiente macroeconômico globalizado, alcançando um retorno positivo de seus investimentos na nuvem", explica Trevisan.

 Uma visão prévia

Em 2012, a Capgemini divulgou a pesquisa Business Cloud: The State of Play Shifts Rapidly: Fresh Insights into Cloud Adoption Trends (Nuvem Corporativa: A situação muda rapidamente: novas percepções sobre a tendência de utilização da nuvem, em português). Para esse estudo, realizado entre junho e julho de 2012, a companhia entrevistou 460 líderes de TI e diretores de grandes empresas do mundo inteiro, sendo que 11% dos respondentes atuavam em empresas instaladas no Brasil. Os respondentes pertenciam a diversos setores, como telecomunicações e mídia, manufatura e automotivo, energia, setor público, serviços financeiros e varejo. 

Na época, segundo o relatório, 78% das organizações no Brasil já haviam criado uma estratégia para adotar a computação em nuvem. No entanto, cerca de 64% das companhias brasileiras apontavam que a adoção da cloud computing não era uma prioridade. De qualquer forma, 87% das empresas brasileiras concordavam que o cenário econômico as levariam à migração para a nuvem futuramente.

O cenário de 2012 apontava, ainda, a predileção clara pela nuvem privada no Brasil. Quando questionadas sobre sua preferência, 46% das organizações brasileiras citaram soluções de nuvem privadas externas e hospedadas por uma empresa parceira e 26% mencionaram a nuvem privada interna. Apenas 8% das organizações preferiam a nuvem pública – menos que os respondentes de outros países (19%).

Entre os maiores obstáculos indicados, na época, para a adoção da nuvem no Brasil estavam: "medo relacionado às falhas na segurança" (mencionado por 52% das empresas), "encontrar o parceiro certo" (38%) e "falta de integração" (36%). A tranquilidade proporcionada pela redução da incerteza do executivo local ao adotar a cloud, conforme apontaram os dados anteriores, poderia derivar da priorização do desenvolvimento e da gestão de SLAs do integrador de sistemas (62%), e não do fornecedor das soluções em nuvem (38%). De qualquer forma, 42% dos respondentes no País afirmavam confiar no armazenamento de dados na nuvem; 58% a viam como opção para a racionalização de aplicações e 92% estavam propensas a migrar novas aplicações, em detrimento das atuais.