Resultados 2012

| Press release
Capgemini divulga desempenho sólido em 2012
  • Receita de 10,3 bilhões de euros, aumento de 5,9%
  • Porcentagem da margem operacional em 7,7%, aumento de 0,3 pontos.
  • Lucro do ano atribuível aos acionistas em 370 milhões de euros
  • Caixa líquido e equivalentes de caixa em 872 milhões de euros

Paris, 20 de fevereiro de 2013 – O Conselho de Administração da Capgemini, presidido pelo Sr. Paul Hermelin, reuniu-se hoje em Paris para analisar e autorizar a publicação das contas* do Grupo Capgemini para o ano, encerrado em 31 de dezembro de 2012. Os principais números são:

(em milhões de euros)

FY
2011

H1 2012

H2 2012

FY
2012

Receita 9,693 5,150 5,114 10,264
Margem operacional** (antes da amortização de ativos intangíveis adquiridos por meio de fusões entre negócios) 738 347 477 824
como uma % da receita 7.6% 6.7% 9.3% 8.0%
Margem operacional 713 328 459 787
como uma % da receita 7.4% 6.4% 9.0% 7.7%
Lucro operacional*** 595 237 364 601
Lucro para o ano, atribuível aos acionistas 404 143 227 370
como uma % da receita 4.2% 2.8% 4.4% 3.6%
Caixa líquido e equivalentes de caixa 454 27 872 872
Fluxo de caixa livre orgânico**** 164 (309) 805 496

Apesar do mercado retraído, em 2012, o Grupo ultrapassou o marco de 10 bilhões de euros em receitas (10.264 milhões de euros). As receitas aumentaram 5,9% em relação aos números publicados em 2011 (ou seja, com a estrutura atual do Grupo e taxas de câmbio atuais). Considerando-se uma base igual (ou seja, com estrutura do Grupo e taxas de câmbio constantes), as receitas cresceram 1,2%. A diferença entre essas duas porcentagens deve-se, principalmente, à valorização do dólar americano e da libra esterlina em relação ao euro e à integração da Prosodie, adquirida em julho de 2011.

Os pedidos em carteira durante o ano totalizaram 10.084 milhões de euros, no mesmo nível de 2011 (10.122 milhões de euros). O índice itens pedidos/itens faturados (book-to-bill) foi de 1,07 no ano e 1,16 no quarto trimestre para Serviços Tecnológicos, Serviços Profissionais Locais (Sogeti) e Serviços de Consultoria juntos, confirmando o dinamismo dessas atividades.

A margem operacional foi de 787 milhões de euros, ou 7,7% das receitas consolidadas de 2012, representando um aumento de 0,3 pontos em relação a 2011, consistente com os objetivos do Grupo. A empresa continuou melhorando a sua lucratividade, chegando a 9,0% no segundo semestre de 2012. Antes da amortização de ativos intangíveis adquiridos por meio de fusões de negócios, a margem operacional foi de 8,0% em 2012. Apesar de um aumento significativo dos custos de reestruturação (168 milhões de euros em relação aos 81 milhões de euros registrados em 2011), o lucro operacional foi de 601 milhões de euros.

O lucro para o ano, atribuível aos acionistas foi de 370 milhões de euros após as despesas com imposto de renda, que aumentaram em 40% (140 milhões de euros versus 101 milhões em 2011).

O caixa líquido e equivalentes de caixa totalizaram 872 milhões de euros em 31 de dezembro de 2012, um aumento de 418 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior. Impulsionado pelo excelente desempenho do segundo semestre, o fluxo de caixa livre orgânico foi de 496 milhões de euros contra 164 milhões de euros em 2011 (inclusive pagamentos antecipados de alguns importantes clientes anglo-saxônicos na ordem de 100 milhões de euros).

O Conselho de Administração decidiu, nesta data, recomendar o pagamento de um dividendo de 1 euro por ação***** na próxima Assembleia Geral de Acionistas, valor esse inalterado em relação ao ano anterior. Isso representa uma distribuição de 44% dos lucros do ano atribuíveis aos acionistas, acima do valor padrão (um terço) distribuído pelo Grupo por muitos anos.

O Conselho de Administração também decidiu cancelar 1.937.647 de suas próprias ações, compradas entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, pela quantia total de 66 milhões de euros, que representavam 1,2% das ações circulantes.

Previsão para 2013
Após contabilizar a redução da receita de nosso contrato Aspire (com o HMRC) e o foco do Grupo na remoção de negócios diluídos, o Grupo tem como meta um crescimento orgânico da receita em 2013 no mesmo patamar de 2012.

A companhia estima uma porcentagem de margem operacional na ordem de 8,3% antes da amortização de ativos intangíveis adquiridos por meio da fusão de negócios (ou seja, mais de 8,0%, conforme reportado até agora).

O fluxo de caixa livre orgânico acumulado para o período de 2012-2013 é estimado entre 750 e 800 milhões de euros.

Para Paul Hermelin, Presidente e CEO do Grupo Capgemini: “Apesar da retração econômica observada em 2012 na zona do euro, o Grupo registra um desempenho sólido – consistente com seus compromissos – e comprova mais uma vez a sua capacidade de se manter firme apesar das flutuações econômicas. Fortalecemos nosso foco global – conforme demonstrado pelo nosso sucesso na América do Norte, um dos principais mercados de serviços de TI do mundo, expandimos nossos recursos offshore e enriquecemos nosso portfólio de serviços. Em 2013, mais do que nunca, buscaremos posicionar a Capgemini como líder global, ao lado dos principais líderes do mercado, capaz de atender às necessidades dos clientes em termos de competitividade e inovação."
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Observações sobre o press release publicado em 20 de fevereiro de 2013

Operações por região principal:
  • França – que ocupa a posição número um entre as regiões do Grupo em termos de receita, registrou aumento de 2,0% nesse quesito em relação aos números publicados em 2011, já contabilizando a aquisição da Prosodie. Considerando-se a mesma base, a receita caiu 2,1%, mas as áreas de Serviços Tecnológicos e Serviços de Terceirização permaneceram estáveis. A margem operacional na região ficou em 7,8%, consistente com a média do Grupo;
  • A região da América do Norte registrou um crescimento marcante da receita: 16,4%. O crescimento orgânico de 7,0% foi impulsionado pela vitalidade dos Serviços Tecnológicos, Sogeti e Serviços de Consultoria. Com a porcentagem da margem operacional em 8,8%, a América do Norte permanece, como em 2012, uma das regiões mais lucrativas do Grupo.
  • A Região do Reino Unido e Irlanda registrou um aumento de 8,1% na receita. Considerando a mesma base, o aumento foi de 0,9, sendo que o dinamismo dos Serviços Tecnológicos mais do que compensaram a retração dos Serviços de Terceirização, causada pela já esperada redução dos gastos do setor público. Em 7,7%, a porcentagem da margem operacional subiu 0,6 pontos em relação a 2011;
  • A região da Bélgica, Holanda e Luxemburgo (Benelux) registrou uma queda de 11,7% na receita em 2012, ficando estável no quarto trimestre. A porcentagem da margem operacional foi de 7,2% (leve queda de 0,2 pontos em relação a 2011). As medidas tomadas em setembro já possibilitaram o retorno a uma porcentagem da margem operacional de 10% no segundo semestre de 2012 (um nível idêntico ao do segundo semestre de 2009).
  • No resto do mundo, a receita cresceu 8,8% na média (+6,3% se considerarmos a mesma base). Os países nórdicos e a região da Ásia-Pacífico registraram o maior crescimento. A margem operacional média dessas regiões ficou em 9,3%, com aumento de 1,4 pontos em relação a 2011.

Operações por ramo de negócio:
  • Serviços Tecnológicos – o principal negócio do Grupo em termos de receita (acima de 40%) registrou crescimento de 3,5% (mesma base), com melhoria contínua no índice de utilização de recursos e um leve aumento dos preços, possibilitando um aumento da porcentagem da margem operacional em mais de um ponto, para 7,9%.  
  • Serviços de Terceirização – contribui com 40% para as receitas do Grupo – registrou um aumento de 0,5% (mesma base) nesse quesito e uma porcentagem da margem operacional de 7,6%, consistente com 2011.
  • A Sogeti (15% da receita do Grupo) registrou queda de 1,3% na receita (mesma base) e leve declínio na porcentagem da margem operacional (10,4% em 2012 contra 10,9% em 2011).
  • Serviços de Consultoria (5% da receita do Grupo) sofreu queda de 3,6% na receita, considerando-se a mesma base. Apesar da leve queda da porcentagem da margem operacional em 2012, os Serviços de Consultoria permanecem sendo o negócio mais lucrativo do Grupo (11,2%).

Funcionários:
Em 31 de dezembro de 2012, o número total de funcionários do Grupo era 125.110 contra 119.707 no final do ano anterior. Alcançamos o marco de 50.000 funcionários nos centros localizados fora do país (50.425 funcionários no exterior, inclusive 41.019 na Índia), que representam 40% do número total de funcionários do Grupo contra 37% no final de 2011.

O Grupo recrutou mais de 31.000 novos colaboradores em 2012.

Remuneração do Sr. Paul Hermelin, Presidente e CEO da Capgemini:
O Conselho de Administração, após ouvir as recomendações do Comitê de Seleção e Remuneração, tomou as seguintes decisões a respeito da remuneração do presidente do Conselho e presidente executivo:
O Comitê lembrou ao Conselho que a remuneração do Sr. Hermelin é composta – como é o caso de todos os gestores do Grupo – por uma parte fixa, igual a 60% da remuneração final total e uma parte variável (40% da remuneração final), que inclui:
  • para metade de remuneração, (V1) a proporção entre os resultados financeiros consolidados e auditados do Grupo e os mesmos resultados, no valor em que foram estimados no orçamento, ou seja, 107,16%.
  • para a outra metade, (V2) a porcentagem de alcance de vários objetivos pessoais, estabelecidos para o executivo no começo do ano. O Conselho validou a avaliação feita pelo Comitê sobre o quanto esses seis objetivos foram atingidos, e as notas atribuídas a eles foram 104/100.

A remuneração do Sr. Hermelin para o ano fiscal de 2012 é detalhada da seguinte maneira:
  • um salário fixo de 1.320.000 euros, pagos em parcelas mensais
  • uma primeira parcela de 471.500 euros (107,16% de 440.00 euros).
  • uma segunda parcela de 457.600 euros (104% de 440.00 euros).
  • totalizando 2.240.100 euros, com aumento de 2,98% sobre a remuneração paga em 2011.
O Comitê propôs ao Conselho, que concordou, reconhecer as outras responsabilidades do Sr. Hermelin, além daquelas relacionadas ao seu cargo de presidente executivo, como presidente do Conselho desde a AGA de 24 de maio de 2012 e aumentar a sua remuneração final para 2.420.000 euros (salário fixo de 1.452.000 mais uma parcela variável de 968.000 euros) após cinco anos sem aumento.

O Conselho reconheceu que o Sr. Hermelin renunciou a todas as comissões às quais tinha direito em 2012 como presidente do Conselho.

Concessão de ações por desempenho alcançado
O Conselho de Administração, após ouvir as recomendações do Comitê de Seleção e Remuneração, decidiu conceder 1.209.100 ações por desempenho, que representam 0,75% das ações circulantes, a 368 beneficiários, das quais 50.000, ou seja, 4,1% do total de ações concedidas foram alocadas ao Sr. Paul Hermelin. Foi lembrado que a AGA de maio de 2012 autorizou a emissão de até 1,5% de ações do capital da empresa como ações por desempenho, subordinadas a duas condições de desempenho: uma, interna, relacionada à geração de fluxo de caixa livre em três anos, e uma, externa, para refletir o desempenho inferior do preço das ações em relação a um grupo de concorrentes.

O Sr. Hermelin fica obrigado a reter todas as ações concedidas até o fim de seu mandato corporativo.
Para mais informações, acesse: capgemini.com