World Quality Report 2014 revela que investimentos em testes de aplicativos devem chegar a 29% em 2017

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Pesquisa aponta que a maior parte da verba para testes é alocada em novos projetos de desenvolvimento, à medida que gestores de TI passam a priorizar a transformação no lugar da manutenção dos sistemas; de acordo com o estudo, 72% dos líderes de TI brasileiros investem 1/3 dos orçamentos de tecnologia em controle de qualidade e testes
A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, e a Sogeti, sua divisão local de serviços profissionais, divulgam os resultados da 6ª edição do World Quality Report (Relatório Mundial sobre Qualidade). Publicado em parceria com a HP, o estudo anual examina o nível de qualidade dos aplicativos e testes em diversos setores e regiões.
 
A pesquisa revelou que, pela primeira vez, a maior parte da verba de TI alocada à área de testes e garantia da qualidade[1] (52%) está sendo investida em iniciativas tecnológicas, como o desenvolvimento de novas aplicações e sistemas de big data, e não apenas na modernização e manutenção de sistemas e aplicativos legados.
 
O relatório também destaca que, com o aumento da importância da qualidade dos aplicativos e de administrar a complexidade da TI associada às mídias sociais, serviços móveis, análise de dados, nuvem e à Internet das Coisas, a área de testes e garantia da qualidade passou a ser considerada crítica para o negócio. “Conforme esta disciplina amadurece no Brasil, as empresas começam a investir mais na sua transformação, focando em processos fim-a-fim (end to end, em inglês - E2E), que incluem ambiente e gerenciamento de dados em plataforma na nuvem para soluções multicanal, de mídias sociais ou tradicionais. A abordagem DevOps é cada vez mais utilizada, com investimentos em processos e ferramentas capazes de garantir a qualidade contínua da aplicação”, explica o gerente sênior de Serviços Digitais / Mobilidade e Testes da Capgemini, Flávio Leomil Marietto.
 
De acordo com o levantamento, 72% dos líderes de TI brasileiros investem 1/3 dos orçamentos de tecnologia em controle de qualidade e testes e destinam entre 20 e 40% para projetos de transformação digital. Para eles, as principais prioridades de TI estão na otimização de custos, por meio de avanços de processos e de tecnologia.
 
Dados de 2013 mostraram que a maior parte da verba de controle de qualidade e testes no País foram gastos em hardware e infraestrutura (40%), seguido de 29% para ferramentas e 23% com pessoal. A pesquisa mostra que, em 2014, os recursos humanos se tornaram a maior área de gastos de controle de qualidade e testes, consumindo 38% do orçamento total, seguido por 32% gastos com hardware e 30% gastos com ferramentas.
 
O estudo entrevistou 1.543 CIOs, diretores de TI e líderes do setor de testes de 25 países e destaca o aumento constante da verba de TI alocada para esta finalidade, como consequência da maior atenção dada à qualidade e confiabilidade dos aplicativos e à experiência dos usuários como um todo.
 
Com a velocidade e o alcance dos comentários dos usuários finais nas mídias sociais e online, as empresas estão se conscientizando do impacto negativo que os erros em aplicativos podem causar à reputação corporativa e ao valor da marca. Os investimentos médios em garantia da qualidade como percentual da verba total de TI[2] subiu de 18% em 2012 para 23% em 2013 e 26% em 2014. Conforme projeções, a parcela da verba dedicada a testes deve aumentar ainda mais nos próximos anos, alcançando 29% em 2017.
 
Atenção voltada à área de testes, impulsionada por novos projetos de desenvolvimento e transformação digital
Atualmente, novos aplicativos são responsáveis pela maior parte da verba alocada a testes (52%), mais do que os 41% verificados em 2012. Esse foco em novos projetos, principalmente aqueles associados à transformação digital, aparece quando a divisão desta verba é analisada, com 40% alocados a projetos de desenvolvimento de big data e análise de dados (analytics) e 27% para a nuvem.
 
Esses programas transformacionais exigem não apenas atividades e serviços mais especializados mas, também, competências específicas. Isso se confirma quando é constatada a elevação significativa da porcentagem da verba investida em recursos humanos, que representa mais de 1/3 da verba (35%) – um aumento de 23% em relação a 2013. 
 
“Os testes estão se tornando cada vez mais importantes para as organizações, que enfrentam forças externas do mercado para impulsionar a transformação digital. Entre elas estão as mudanças no comportamento dos clientes, a concorrência global acirrada, a necessidade de fornecer uma experiência integrada em todos os canais, a adoção rápida de ferramentas de mídia social, o maior volume de dados e o avanço das tecnologias móveis e na nuvem. Os leitores do relatório verão que estes departamentos estão buscando cada vez mais se beneficiar com essa nova dinâmica de mercado, para gerar valor tangível para o negócio no menor tempo possível, enquanto reduzem os custos”, analisa o vice-presidente sênior e líder da linha global de serviços de teste do Grupo Capgemini,Govind Muthukrishnan.
 
“Os CIOs estão sofrendo uma pressão cada vez maior para oferecer uma experiência excepcional ao usuário, um elemento essencial para fidelização e valor da marca. A tolerância do usuário é baixa com a segurança, a usabilidade, o desempenho dos aplicativos e, também, com a falta de consistência na experiência multicanal. Isso tem afetado de forma significativa a importância e a garantia da qualidade e de testes”, afirma o vice-presidente sênior e gerente geral de gestão de entrega de aplicativos da HP, Raffi Margaliot.
 
À medida que as empresas priorizam a rapidez no lançamento de produtos, a eficiência e a agilidade nos negócios ainda representam um desafio
Com a crescente pressão para a redução do tempo de lançamento de produtos no mercado subindo para o topo da agenda dos gestores de TI, a pesquisa revela que mais organizações estão adotando e desenvolvendo métodos de entrega mais ágeis[3]. Mais de 9 entre 10 (93%) das organizações entrevistadas usam métodos rápidos em seus novos projetos de desenvolvimento (aumento em relação aos 83% verificados em 2013). Porém, apesar desse crescimento, muitas organizações ainda estão enfrentando desafios como a falta de uma abordagem eficaz comprovada para a realização de testes (61%), dificuldades na automação (55%) e inexistência de ferramentas adequadas para testes (42%).
 
Soluções baseadas na nuvem estão em alta para redução dos custos 
A redução dos custos ainda é uma das maiores prioridades da TI e, à medida que as empresas buscam reduzi-los com a infraestrutura de testes, o uso da virtualização de serviços / software e a adoção de soluções SaaS têm aumentado. Após uma queda em 2013, a adoção da nuvem para armazenamento e teste de aplicativos voltou a crescer. A quantidade de demonstrações realizadas na nuvem cresceu de 24% no ano passado para 32% em 2014, devendo alcançar 49% até 2017.
 
As empresas brasileiras estão começando a ampliar a parte dos aplicativos testados em nuvem. Em 2013, menos de um quarto de todos os aplicativos (23%) foram verificados utilizando ambientes e ferramentas baseadas na nuvem, enquanto 2014 observou um crescimento de 12 pontos percentuais na participação de teste em cloud. Estima-se um aumento para 56% até 2017, superando a média mundial.
 
A experiência multicanal exige testes de qualidade, que incluem a validação da segurança e do desempenho
Os testes se tornam cada vez mais importantes, pois os usuários finais esperam ter uma experiência perfeita com aplicativos em todos os canais e dispositivos em um mundo cada vez mais conectado. O estudo mostra que a segurança (59%) e o desempenho (57%) são os principais fatores que influenciam a migração dos testes de aplicativos para a nuvem e que a segurança continua sendo um dos maiores focos dentro da área de testes de soluções móveis (54%). No entanto, a eficácia dos testes de sistemas móveis ainda representa uma preocupação, uma vez que quatro entre dez empresas afirmaram não ter tempo para testar suas ferramentas adequadamente.
 
O relatório completo pode ser acessado pelo site www.worldqualityreport.com.
 
1 A garantia da qualidade é um processo de acompanhamento sistemático para ver se os recursos de software e funcionalidades atendem aos requisitos especificados e objetivos de negócios.
2 Os entrevistados responderam qual a porcentagem do orçamento é alocada para a função de testes (incluindo processos de teste, ferramentas e custos de recursos humanos), em relação ao orçamento total de TI em 2014.
3 Métodos de entrega ágeis são processos de entrega flexíveis que permitem a funcionalidade de trabalho/software ser desenvolvida e entregue em prazos curtos e de forma incremental.


[1]A garantia da qualidade é um processo de acompanhamento sistemático para ver se os recursos de software e funcionalidades atendem aos requisitos especificados e objetivos de negócios.
[2]Os entrevistados responderam qual a porcentagem do orçamento é alocada para a função de testes (incluindo processos de teste, ferramentas e custos de recursos humanos), em relação ao orçamento total de TI em 2014.
[3]Métodos de entrega ágeis são processos de entrega flexíveis que permitem a funcionalidade de trabalho/software ser desenvolvida e entregue em prazos curtos e de forma incremental.